Californication

Acabei de ver o primeiro episódio da série Californication e fiquei empolgado. Depois de meia hora de sorriso na boca (sim, cada episódio dura apenas trinta minutos), senti que tinha acabado de ver “the next big thing” em termos televisivos.

Ao mesmo tempo, experimentei uma necessidade enorme de contar aos amigos um grande segredo, de partilhar a minha descoberta, de angariar novos membros para a seita que pretendo fundar. Naturalmente, que o acesso a esta nova religião será tremendamente restrito, a série não pode ser vista por qualquer um, tem que ser preservada da multidão pois não podemos correr o risco de a ver perecer perante a imensidão de críticas da “populaça”.

Como se aperceberam, voltei à adolescência, tenho novamente vontade de apenas partilhar as minhas coisas com aquela “meia dúzia” de eleitos escolhidos a dedo, de esconder do mundo o doce que está na pequena caixa.

Mas afinal o que é Californication? Pelo que vi, a série “serve” grandes doses de “sex, drugs and… alguma música”, acompanhadas de muito humor e imaginação.

Claro que a minha excitação pode terminar já na próxima semana e, nesse caso, só me restará partir para “the next big thing”. Até lá, há muito trabalho a fazer, tenho que convocar os fiéis para a próxima celebração (segunda-feira, 23h10, RTP2).

P.S.: Qualquer semelhança entre este texto e a cena inicial da série não é pura coincidência.